segunda-feira, 17 de junho de 2013

Diário de solidão - segundo dia

Diário de solidão - Segundo dia Você já esteve em “um lugar que nunca conheceu, mas jurava que já tivesse ido lá”? Sinto saudade das conversas reveladoras, dos papos sem pretensão, prosas sem compromisso, poesias de juramento, diálogos de vida e amor, sinceros, honestos, únicos e inesquecíveis, ainda que não sejam usadas palavras, apenas com faróis altos, por exemplo. É disso que sinto falta; da surpresa familiar. Da rotina imprevisível. Da paradoxal segurança de não se acomodar. Tranquilidade, cumplicidade... Felicidade. Sinto falta dos crimes de amor. Sim, porque com permissão, roubos não são assaltos, a apropriação lhe foi outorgada e ela aproveitava bem; me roubava o fôlego sempre que possível. Meu pequeno tesouro nunca teve tanto valor até que nossas riquezas se confundiram. Ah como aquele jeito único me faz falta, uma mulher autentica que vazava originalidade transbordando sem esforço toda beleza de ser diferente. Mas “onde esta você agora alem de aqui dentro de mim”? Eu não lembrava quanto tempo durava uma noite. Parece interminável. É como se o sol se negasse a acabar com essa escuridão e adiasse ao máximo a sua chegada. Porquanto tempo o meu sol se negara trazer sua majestosa luz que traz vida a viela da minha existência? “Ninguém vai dizer que foi por amor, todos vão chamar de derrota” a minha desistência. Esse é só mais um dia, eu sou apenas um cara e ela é a solução para que meus dias não sejam iguais e para que eu seja a melhor versão de mim mesmo. Enquanto isso; choro, sonho e me perco.

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